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Pesquisa acadêmica revela que população regional está mais ativa durante a pandemia

02/06/2021 - 215 exibições

   



Uma pesquisa realizada pelos acadêmicos dos Cursos de Educação Física da URI (turmas 2018 bacharelado e licenciatura), revela que a população regional está dando cada vez mais importância à atividade física, deixando de lado o sedentarismo.

O trabalho, desenvolvido em abril, em comemoração ao Dia Mundial da Saúde e ao Dia Mundial da Atividade Física, foi dentro das disciplinas de Atividade Física e Saúde I e Saúde e Atividade Física, respectivamente, ministradas pela professora Adriane Carla Vanni. A enquete foi desenvolvida de forma remota com o intuito de levantar dados a respeito da prática de atividades físicas em tempos de pandemia.

O sedentarismo é fator de risco para o desenvolvimento de doenças crônicas não transmissíveis (DCNT), sendo assim, a Organização Mundial da Saúde (OMS, 2020) orienta a prática de 150 a 300 minutos de atividade física moderada por semana para auxiliar na prevenção destas doenças. Salienta-se aqui, que atividade física é qualquer movimento corporal intencional que promova um gasto energético acima do repouso.

Em função dos protocolos de segurança no combate à transmissão do Sars-CoV-2, causador da Covid-19, os alunos, orientados pela professora Adriane Carla Vanni, deixaram de lado os meios tradicionais para a aplicação do questionário (contato pessoal) e usaram o WhatsApp e suas redes sociais para estabelecer comunicação com amigos, familiares e conhecidos, cumprindo com as normas de afastamento social, resguardando a saúde de todos os envolvidos na enquete.

Foram levantados os dados de idade, sexo, tempo semanal de prática de atividade física em minutos e, caso a pessoa não praticasse nenhuma atividade física, era indagado o motivo. Foram entrevistadas 1.132 pessoas, com idades entre 12 e 95 anos, sendo 718 pessoas de Erechim e 414 de outras cidades.

Das 718 pessoas de Erechim, 461 (64,2%) foram consideradas ativas (227 do sexo feminino e 234 do sexo masculino), segundo as orientações da OMS (2020). Observou-se que dos 257 (35,8%) indivíduos da cidade de Erechim classificados como sedentários (116 do sexo feminino e 141 do sexo masculino), 80 relataram “falta de tempo” para as atividades físicas, 77 realizavam menos de 150 minutos de atividades físicas por semana. Alguns mencionaram outras justificativas como “preguiça”, “não gostar” e “lesões musculoesqueléticas”. No entanto, somente 15 pessoas declararam não realizar atividades físicas para se resguardar em função da pandemia.

Os dados dos participantes das outras cidades corroboram com os dados coletados em Erechim mostrando um maior percentual de pessoas ativas (70,5%).

Apesar de ter sido uma enquete direcionada às pessoas com relação de convívio com os acadêmicos, o número de dados coletados na cidade de Erechim foi significativo e revela que, apesar da necessidade do distanciamento social, as pessoas continuam ativas, o que pode lhes proporcionar a prevenção e tratamento de DCNT, além de aumentar a imunidade, o que em tempos de pandemia é de extrema importância. As pessoas estão cientes da necessidade da prática de atividade físicas para a promoção da saúde.

Para a professora Adriane, a enquete realizada pelos acadêmicos, além de revelar as informações supracitadas e exaltar a importância da prática de atividades físicas, estimula nos alunos o aprendizado, desperta para a pesquisa e incentiva para a resolução de problemas.

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