Plano de EnsinoURI Câmpus de Erechim
 

PLANO DE ENSINO

DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE

ESTÁGIO EM DIAGNÓSTICO, PLANEJAMENTO E URGÊNCIAS I

CÓDIGO: 40-783

PRÉ-REQUISITO: 40-775

CARGA HORÁRIA: 30 (Prática: 30)           

Nº DE CRÉDITOS: 02

 

1 EMENTA

Atenção aos diferentes casos e situações de urgência em odontologia. Avaliação inicial com vistas ao diagnóstico de pacientes encaminhados ao URICEPP. Elaboração de planos de tratamento com base nos casos avaliados.

 

2 OBJETIVO GERAL

Proporcionar ao aluno o desenvolvimento de habilidades e competências para o atendimento de casos de urgências/emergências odontológicas, bem como o acolhimento dos pacientes encaminhados pelo serviço público realizando o diagnóstico e o planejamento de cada caso.

 

3 OBJETIVOS ESPECÍFICOS

- Realizar a triagem de pacientes, direcionando para as disciplinas específicas com base no diagnóstico de cada caso.

- Estimular no discente a compreensão de aspectos importantes na condução do diagnóstico que permitam um adequado planejamento.

- Promover o atendimento de urgência, solucionando os quadros agudos, de dor, solucionando a queixa do paciente.  

 

4 CONTEÚDOS CURRICULARES

Atendimento clínico das urgências odontológicas e triagem de pacientes recentemente encaminhados ao URICEPP.

 

5 METODOLOGIA

As práticas serão baseadas nos atendimentos clínicos. Os pacientes serão atendidos por duplas de alunos, na Clínica-Escola de Odontologia da URI, no URICEPP.

 

6 AVALIAÇÃO

O processo de avaliação do aluno ocorrerá a partir de seu desempenho CLÍNICO.

As notas práticas diárias serão atribuídas pelos professores em fichas de avaliação preenchidas a cada aula prática, considerando os seguintes critérios:

a. Pontualidade e assiduidade: Os alunos deverão organizar a estação de atendimento e apresentar-se prontos para iniciar o atendimento no horário previsto para início da aula prática, com tolerância máxima de 10 minutos. É de responsabilidade dos alunos a organização para iniciar os atendimentos no horário adequado. Possíveis faltas deverão ser justificadas aos professores, e os pacientes da dupla deverão ser previamente desmarcados junto a secretaria da clínica escola.

b. Instrumental: o aluno deverá sempre portar todos os instrumentais e materiais requisitados nas listas de materiais das disciplinas que compõem a clínica Integrada. A mesa clínica deverá estar pronta antes do início do procedimento. A organização e limpeza dos materiais e instrumentais também serão observados.

c. Planejamento: o correto plano de tratamento deve ser definido na primeira consulta, e a dupla deverá apresentar o planejamento restaurador para cada consulta clínica prevista no plano de tratamento. O planejamento pode ser apresentado por escrito, em forma de roteiro e servirá como um guia durante a execução dos procedimentos em pacientes. Os pacientes poderão ser chamados apenas após a montagem da mesa clínica e apresentação do roteiro/planejamento restaurador referente a sessão clínica em questão.

d. Habilidade técnica: compreende a condução adequada das etapas do procedimento clínico a ser executado. Não apenas a habilidade manual será avaliada, mas sim a sequência correta de execução dos passos clínicos.

e. Conhecimento teórico: demonstrado pelo aluno durante o diagnóstico, a execução do plano de tratamento e eventuais questionamentos que os professores farão durante os procedimentos.

f. Supervisão: compreende a relação de respeito dos alunos para com os pacientes, a anuência dos professores com relação ao plano de tratamento e cada procedimento clínico. O plano deverá ser elaborado pela dupla de alunos e aprovado no mínimo por um dos professores da disciplina. O aluno deve obrigatoriamente mostrar o caso para um dos professores antes do atendimento do dia. Após a finalização do procedimento e antes de liberar o paciente, o professor também deverá ser consultado. O início e/ou a finalização de um atendimento clínico sem a supervisão de um dos professores da disciplina implicará na falta de avaliação do procedimento em questão.

g. Biossegurança: Será observada a limpeza e montagem do box antes do atendimento clínico, conforme as normas da disciplina de Biossegurança, e também o estado em que o box será deixado após a conclusão da atividade. O descarte correto dos resíduos (lixo contaminado e perfuro cortantes) também será um critério de avaliação. Conforme as normas do curso, o aluno deverá utilizar a roupagem orientada pela clínica escola, sapatos fechados e EPI(s). Para atendimento clínico, o paciente deverá receber propés e EPI(s) pelos alunos. A paramentação inadequada poderá implicar no cancelamento da atividade e o aluno receberá nota 0 (zero).

h. Prontuário: preenchimento correto e legível do prontuário, e solicitação da assinatura de um dos professores da disciplina ao final do procedimento. O aluno também é responsável por encartelar as radiografias com o nome do paciente e a data. Alguns procedimentos clínicos devem ser preenchidos na ficha do CEO, e para isto os professores irão orientar os alunos no primeiro dia de aula.

Possíveis limitações motoras ou de acesso as informações referentes a avaliação clínica diária serão consideradas pelo corpo docente, e adequações no método de avaliação poderão ser executadas conforme a necessidade do aluno.

 

7 BIBLIOGRAFIA BÁSICA

CARRANZA, F.A.; NEWMAN, M.G. Periodontia Clínica. 8. ed. Rio de Janeiro, Guanabara Koogan, 2010.

LINDHE, J.; FEJERSKOV, Ole; KIDD, Edwina. Cárie dentária: a doença e seu tratamento clínico. 2. ed. São Paulo: Santos, 2011.

LOPES, Hélio Pereira; SIQUEIRA JÚNIOR, José Freitas. Endodontia: biologia e técnica. 3. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2011.

 

8 BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR

WOLF, H. F.; HASSELL, T. M. Manual de periodontia: fundamentos, diagnóstico, prevenção e tratamento. Porto Alegre: Artmed, 2008. 352 p.

KRAMER, Paulo Floriani; FELDENS, Carlos Alberto. Traumatismos na dentição decídua: prevenção, diagnóstico e tratamento. São Paulo: Santos, 2005.

FERNANDES, Kristianne Porta Santos et al. Traumatismo dentoalveolar: passo a passo: permanentes e decíduos. São Paulo: Santos, 2009.

MILORO, Michael. Princípios de cirurgia bucomaxilofacial de Peterson. 2. ed. São Paulo: Santos, 2013. (Biblioteca Virtual).

BARATIERI, Luiz Narciso (Coord.). Visão clínica: casos e soluções. Florianópolis: Ponto, 2010.

 

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