Plano de EnsinoURI Câmpus de Erechim
 

PLANO DE ENSINO

DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE

DISCIPLINA DE CLÍNICA ODONTOLÓGICA INTEGRADA

CÓDIGO: 40-769

PRÉ-REQUISITO: 40-766, 40-764, 40-767, 40-796, 40-765

CARGA HORÁRIA: 150 (Teórica: 30 / Prática: 120)   

Nº DE CRÉDITOS: 10

 

1 EMENTA

Integração do aluno com a realidade social e econômica da comunidade a qual está inserido. Atendimento clínico, de modo interdisciplinar, de forma generalista, com a visão holística dos pacientes. Proporcionar simulação de situações reais de vida e trabalho. Prevenção, promoção de saúde e reabilitação.

 

2 OBJETIVO GERAL

Promover a complementação da formação profissional dos acadêmicos, de forma generalista, através da integração das diversas disciplinas e especialidades que compõem a prática clínica odontológica. Desenvolver a capacidade crítica dos alunos ao diagnosticar, planejar e executar planos de tratamento a fim de promover saúde, prevenir enfermidades e reabilitar a saúde oral dos pacientes. Proporcionar o aprendizado sociocultural e profissional, a partir da participação em situações reais da prática odontológica, onde o acadêmico vivencia a experiência profissional da Odontologia.

 

3 OBJETIVOS ESPECÍFICOS

- Desenvolver a visão integrada entre as especialidades, entendendo os processos de exames diagnósticos específicos de cada disciplina;

- Elaborar o plano de tratamento de acordo com as necessidades do paciente, condições técnicas e socioeconômicas, sendo previamente estabelecido pelo aluno, discutido, aprovado e supervisionado pelo corpo docente próprio da disciplina;

- Execução do planejamento previamente definido, com a sequência lógica de intervenções conforme níveis de urgência, ou ainda procedimentos prévios necessários a execução correta do tratamento proposto;

- Desenvolver e aprimorar as habilidades de execução dos procedimentos clínicos, com a aplicação prática dos conhecimentos previamente adquiridos nas disciplinas básicas e complementados nas aulas teóricas da clínica integrada.

 

4 CONTEÚDOS CURRICULARES

1. Retentores intrarradiculares (Dentística);

2. Tratamento de manchas e descolorações dentárias (Dentística);

3. Facetas em dentes anteriores: preparo e restauração (Dentística);

4. Traumatismo nas estruturas de suporte (Endodontia);

5. Tratamento endodôntico de dentes com rizogênese incompleta (Endodontia);

6. Tratamento das reabsorções dentárias (Endodontia);

7. Princípio da cirurgia Periodontal (Periodontia);

8. Restabelecimento das distâncias biológicas e raspagem em campo aberto (Periodontia);

9. Cirurgia periodontal (Periodontia);

10. Laserterapia em Odontologia (Cirurgia);

11. Princípios do tratamento ao paciente traumatizado (Cirurgia);

12. Tratamento das Fraturas Faciais (Cirurgia);

13. Diagnóstico em Cariologia;

14. Cirurgia Ortognática.

 

5 METODOLOGIA

          As aulas teóricas serão expositivas, apresentadas com o auxílio de recursos audiovisuais. Apresentação de seminários pelos alunos, onde irão expor os casos clínicos executados ao longo do semestre. As aulas práticas serão baseadas nos atendimentos clínicos. Os pacientes serão atendidos por duplas de alunos, na Clínica-Escola da URI, na URICEPP.

Casos específicos de dificuldades apresentadas pelos alunos em relação a acessibilidade ou dificuldades de aprendizado serão consideradas durante a condução das aulas teóricas e práticas. Cada situação será considerada pelo corpo docente e as adequações necessárias para o pleno aproveitamento das atividades por todos os alunos que compõem a turma serão executadas.

Os alunos com dificuldades de aprendizado serão encaminhados à coordenação do curso de Odontologia, a qual irá direcionar o aluno ao serviço do CEAPPI (centro de estudos e acompanhamento psicológico e psicopedagógico). Alunos que declarem-se com deficiência serão direcionados ao Núcleo de Acessibilidade da URI.

 

6 AVALIAÇÃO

O processo de avaliação do aluno ocorrerá a partir de seu desempenho TEÓRICO e desempenho PRÁTICO.  O desempenho dos alunos será avaliado do seguinte modo:

- Avaliação prática: relacionada aos desempenho durante os atendimentos clínicos. As notas práticas diárias serão atribuídas pelos professores em fichas de avaliação preenchidas a cada aula prática, considerando os seguintes critérios:

  1. Pontualidade e assiduidade: Os alunos deverão organizar a estação de atendimento e apresentar-se prontos para iniciar o atendimento no horário previsto para início da aula prática, com tolerância máxima de 10 minutos. É de responsabilidade dos alunos a organização para iniciar os atendimentos no horário adequado. Possíveis faltas deverão ser justificadas aos professores, e os pacientes da dupla deverão ser previamente desmarcados junto a secretaria da clínica escola.
  2. Instrumental: o aluno deverá sempre portar todos os instrumentais e materiais requisitados nas listas de materiais das disciplinas que compõem a clínica Integrada. A mesa clínica deverá estar pronta antes do início do procedimento. A organização e limpeza dos materiais e instrumentais também serão observados.
  3. Planejamento: o correto plano de tratamento deve ser definido na primeira consulta, e a dupla deverá apresentar o planejamento restaurador para cada consulta clínica prevista no plano de tratamento. O planejamento pode ser apresentado por escrito, em forma de roteiro e servirá como um guia durante a execução dos procedimentos em pacientes. Os pacientes poderão ser chamados apenas após a montagem da mesa clínica e apresentação do roteiro/planejamento restaurador referente a sessão clínica em questão.
  4. Habilidade técnica: compreende a condução adequada das etapas do procedimento clínico a ser executado. Não apenas a habilidade manual será avaliada, mas sim a sequência correta de execução dos passos clínicos.
  5. Conhecimento teórico: demonstrado pelo aluno durante o diagnóstico, a execução do plano de tratamento e eventuais questionamentos que os professores farão durante os procedimentos.
  6. Supervisão: compreende a relação de respeito dos alunos para com os pacientes, a anuência dos professores com relação ao plano de tratamento e cada procedimento clínico. O plano deverá ser elaborado pela dupla de alunos e aprovado no mínimo por um dos professores da disciplina. O aluno deve obrigatoriamente mostrar o caso para um dos professores antes do atendimento do dia. Após a finalização do procedimento e antes de liberar o paciente, o professor também deverá ser consultado. O início e/ou a finalização de um atendimento clínico sem a supervisão de um dos professores da disciplina implicará na falta de avaliação do procedimento em questão.
  7. Biossegurança: Será observada a limpeza e montagem do box antes do atendimento clínico, conforme as normas da disciplina de Biossegurança, e também o estado em que o box será deixado após a conclusão da atividade. O descarte correto dos resíduos (lixo contaminado e perfurocortantes) também será um critério de avaliação. Conforme as normas do curso, o aluno deverá utilizar a roupagem orientada pela clínica escola, sapatos fechados e EPI(s). Para atendimento clínico, o paciente deverá receber propés e EPI(s) pelos alunos. A paramentação inadequada poderá implicar no cancelamento da atividade e o aluno receberá nota 0 (zero).
  8. Prontuário: preenchimento correto e legível do prontuário, e solicitação da assinatura de um dos professores da disciplina ao final do procedimento. O aluno também é responsável por encartelar as radiografias com o nome do paciente e a data. Alguns procedimentos clínicos devem ser preenchidos na ficha do CEO, e para isto os professores irão orientar os alunos no primeiro dia de aula.

Possíveis limitações motoras ou de acesso as informações referentes a avaliação clínica diária serão consideradas pelo corpo docente, e adequações no método de avaliação poderão ser executadas conforme a necessidade do aluno.

- Avaliação teórica: A avaliação teórica será composta por:

a. Prova teórica: Duas provas teóricas serão realizadas durante o semestre, com questões dissertativas e/ou objetivas. O conteúdo teórico será cumulativo durante o semestre e poderá ser requisitado em todas as provas. Todas as questões deverão ser obrigatoriamente respondidas com caneta e letra legível. Questões respondidas à lápis e/ou ilegíveis serão consideradas erradas. Questões objetivas rasuradas e questões (objetivas ou descritivas) não respondidas também serão anuladas.

Em casos de faltas nas datas de realização das provas, o aluno terá direito à prova substitutiva caso apresente justificativa plausível e oficial. A eventual prova substitutiva será realizada em data a ser definida pelos professores conforme a disponibilidade de datas e horários. A justificativa para qualquer falta, em dia de prova ou qualquer outra atividade, deverá ser apresentada para um dos professores da disciplina para análise e para a coordenação do curso.

Situações específicas onde o aluno apresente dificuldades de acesso as informações presentes na avaliação, dificuldade de entendimento da mesma ou ainda limitações motoras, a prova poderá ser aplicada de modo verbal, onde o professor poderá ditar as questões ao aluno ou apenas ler as questões, a fim de permitir a resolução da avaliação por todos os alunos que compõem a turma. O aluno será encaminhado à coordenação do curso para que possa ser direcionado ao serviço do CEAPPI (centro de estudos e acompanhamento psicológico e psicopedagógico).

 

b. seminários de casos clínicos: Cada duplas deverá apresentar, em forma de seminários, dois casos clínicos executados nas clínicas ao longo do semestre. O objetivo dessa atividade é posicionar o aluno no centro da construção do conhecimento, a partir da exposição de questões fundamentais no planejamento e execução dos casos clínicos, sempre com o embasamento teórico apropriado. Esses seminários serão divididos da seguinte maneira:

1) Primeiro seminário: a dupla deverá apresentar o paciente, com informações relevantes a respeito do contexto social ao qual seu paciente está inserido, contextualizando essa informações com o quadro clínico inicial do paciente. Informações a respeito dos diagnósticos do paciente deverão ser apresentadas nesse momento, e com essas informações, a proposição de um completo plano de tratamento.

2) Segundo seminário: deverá apresentar um breve resumo do primeiro seminário, a fim de contextualizar os colegas sobre a situação do paciente. A partir disso, a execução dos procedimentos clínicos deverá ser apresentada. A sequência correta dos passos clínicos, juntamente com as técnicas adequadamente realizadas, deverão ser apresentadas. A discussão a respeito do exposto será estimulada, a fim de estimular a construção do conhecimento e do senso crítico dos alunos, principalmente em relação a tomada de decisão clínica.

 

 

7 BIBLIOGRAFIA BÁSICA

BARATIERI, Luiz Narciso (et al.). Odontologia Restauradora – Fundamentos & Técnicas (Volumes 1 e 2). São Paulo: Santos, 2013.

LINDHE, J. Tratado de Periodontia Clínica e Implantologia Oral. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2010.

LOPES, Hélio Pereira; SIQUEIRA JÚNIOR, José Freitas. Endodontia: biologia e técnica. 3. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2011.

 

8 BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR

CARRANZA, F.A.; NEWMAN, M.G. Periodontia Clínica. 8. ed. Rio de Janeiro, Guanabara Koogan, 2010.

COHEN, Stephen; HARGREAVES, Kenneth M. (Coord.). Caminhos da polpa. 10. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2011.

CONVISSAR, Robert A. Princípios e práticas do laser na Odontologia. Rio de Janeiro: Elsevier, 2011.

KIDD, Edwina. Cárie dentária: a doença e seu tratamento clínico. 2. ed. São Paulo: Santos, 2011.

OLIVEIRA, José Augusto Gomes Pereira de. Traumatologia bucomaxilofacial e reabilitação morfofuncional. São Paulo: Santos, 2012.

 

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