Plano de EnsinoURI Câmpus de Erechim
 

PLANO DE ENSINO

DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE

DISCIPLINA DE ENDODONTIA I-A

CÓDIGO: 40-766

PRÉ-REQUISITO: 20-400, 40-754, 40-796, 40-759

CARGA HORÁRIA: 90 (Teórica: 30 / Prática: 60)             

Nº DE CRÉDITOS: 06

 

1 EMENTA

Biossegurança em Endodontia. Semiologia do paciente. Radiologia em endodontia.  Patologia pulpar – diagnóstico e tratamento. Patologia periapical – diagnóstico e tratamento. Farmacologia aplicada à endodontia – Analgésicos e Anti-inflamatórios. Farmacologia aplicada à endodontia – Antibióticos. Urgências e emergências em endodontia. Reparo apical. Retratamento endodôntico. Cirurgia Parendodôntica. Atendimento clínico.

 

2 OBJETIVO GERAL

Propiciar o conhecimento para a realização de um correto diagnóstico, seleção e tratamento para uma adequada endodontia.

 

3 OBJETIVOS ESPECÍFICOS

Proporcionar o conhecimento das diferentes patologias que acometem o sistema de canais radiculares e os tecidos periapicais, assim como a necessidade de re-intervenção endodôntica.

Instruir o aluno em relação à semiologia do paciente, à biossegurança, à radiologia aplicada, à prescrição de medicamentos sistêmicos, e às condutas de urgência e emergência em Endodontia.

Facilitar a aquisição da habilidade prática em Endodontia por meio do atendimento clínico.

 

4 CONTEÚDOS CURRICULARES

  1. Biossegurança em endodontia
  2. Semiologia do paciente.
  3. Radiologia em endodontia.
  4. Patologia pulpar – Diagnóstico e Tratamento.
  5. Patologia periapical – Diagnóstico e Tratamento.
  6. Farmacologia aplicada à endodontia – Analgésicos e Anti-inflamatórios.
  7. Farmacologia aplicada à endodontia – Antibióticos.
  8. Urgências em endodontia.
  9. Reparo periapical.
  10. Retratamento endodôntico.
  11. Cirurgia parendodôntica.

 

5 METODOLOGIA

Serão realizadas atividades teóricas baseadas na interação e no diálogo entre professor e aluno, com o objetivo de resgatar e fortalecer o conhecimento dos discentes em disciplinas previamente ministradas, focando no aprendizado do aluno. Os professores serão vistos como facilitadores da aprendizagem, buscando metodologias ativas e de acessibilidade, visando a individualidade de aprendizagem para cada discente. As estratégias metodológicas poderão incluir aulas expositivas, leitura e interpretação de artigos nacionais e internacionais, estudos de casos clínicos, estudos dirigidos, seminários, aulas demonstrativas sempre priorizando a integração do conteúdo com a prática interdisciplinar, visando orientar os alunos sobre os aspectos mais importantes do assunto abordado e bibliografia correspondente, assim como estimular o desenvolvimento intelectual e autonomia. As aulas práticas ocorrerão por meio de atendimento clínico na clínica escola.  Casos específicos de dificuldades apresentadas pelos alunos em relação a acessibilidade ou dificuldades de aprendizado serão consideradas durante a condução das aulas teóricas e práticas. Cada situação será considerada pelo corpo docente e as adequações necessárias para o pleno aproveitamento das atividades por todos os alunos que compõem a turma serão executadas. Os alunos com dificuldades de aprendizado poderão ser encaminhados, caso necessário, à coordenação do curso de Odontologia, a qual direcionará o aluno ao serviço do CEAPPI (Centro de Estudos e Acompanhamento Psicológico e Psicopedagógico). Alunos que declararem-se com deficiência poderão ser direcionados ao Núcleo de Acessibilidade da URI.

 

6 AVALIAÇÃO

Avaliação teórica: serão cobrados os conteúdos de aulas previamente ministradas, de conteúdos acumulativos, avaliadas por meio de duas provas que serão aplicadas durante o semestre, com questões discursivas, identificação visual e de múltipla escolha. A PRIMEIRA avaliação teórica terá peso 10, já a SEGUNDA avaliação teórica terá peso 8, já que 2 pontos será vinculado ao seminário que será realizado durante o semestre.

Avaliação do seminário: O seminário terá peso de 2 pontos que será somado com a segunda nota teórica, esta terá peso 8, totalizando 10 pontos.

Avaliação prática: Teremos duas notas práticas durante o semestre, a avaliação prática acontecerá seguindo uma ficha de aproveitamento clínico do aluno, serão realizadas avaliações práticas/orais, seguindo conteúdos teóricos acumulativos, estas avaliações práticas acontecerão diariamente, durante o atendimento clínico em conversas informais com o aluno, buscando avaliar o conhecimento deste aluno sobre o procedimento que este irá realizar.   Não será permitida a realização da prática clínica para o aluno que não estiver com o material completo, esterilizado e devidamente paramentado. (10 pontos).

Cada aluno será avaliado por uma ficha de produção individual, que será preenchida pelas professoras das disciplinas diariamente, nesta ficha serão avaliados alguns itens que formarão o conceito prático do aluno no final de cada bimestre (Durante o semestre teremos duas notas práticas). Em cada item anotado na ficha de produção, como item faltante para o cumprimento de suas competências clínicas, o aluno perderá naquele dia 0,5 pontos. Por exemplo: O aluno inicia o bimestre com nota 10, e a cada item anotado na ficha de produção como faltante (até a liberação da primeira nota prática e depois sucessivamente na segunda nota prática), será descontado 0,5 pontos. Com isso, teremos como resultado a nota prática do aluno, com peso 10 em cada bimestre.

ITENS QUE COMPÕEM O CONCEITO DA NOTA PRÁTICA SEGUNDO A FICHA DE COMPETÊNCIA CLÍNICA DO ALUNO:

a. Pontualidade e assiduidade: Os alunos deverão organizar a estação de atendimento e apresentar-se prontos para iniciar o atendimento no horário previsto para início da aula prática, com tolerância máxima de 10 minutos. É de responsabilidade dos alunos a organização para iniciar os atendimentos no horário adequado. Possíveis faltas deverão ser justificadas aos professores, e os pacientes da dupla deverão ser previamente desmarcados junto a secretaria da clínica escola.

b. Instrumental: o aluno deverá sempre portar todos os instrumentais e materiais requisitados nas listas de materiais das disciplinas que compõem a clínica Integrada. A mesa clínica deverá estar pronta antes do início do procedimento. A organização e limpeza dos materiais e instrumentais também serão observados.

c. Planejamento: o correto plano de tratamento deve ser definido na primeira consulta, e a dupla deverá apresentar o planejamento restaurador para cada consulta clínica prevista no plano de tratamento. O planejamento pode ser apresentado por escrito, em forma de roteiro e servirá como um guia durante a execução dos procedimentos em pacientes. Os pacientes poderão ser chamados apenas após a montagem da mesa clínica e apresentação do roteiro/planejamento restaurador referente a sessão clínica em questão.

d. Habilidade técnica: compreende a condução adequada das etapas do procedimento clínico a ser executado. Não apenas a habilidade manual será avaliada, mas sim a sequência correta de execução dos passos clínicos.

e. Conhecimento teórico: demonstrado pelo aluno durante o diagnóstico, a execução do plano de tratamento e eventuais questionamentos que os professores farão durante os procedimentos.

f. Supervisão: compreende a relação de respeito dos alunos para com os pacientes, a anuência dos professores com relação ao plano de tratamento e cada procedimento clínico. O plano deverá ser elaborado pela dupla de alunos e aprovado no mínimo por um dos professores da disciplina. O aluno deve obrigatoriamente mostrar o caso para um dos professores antes do atendimento do dia. Após a finalização do procedimento e antes de liberar o paciente, o professor também deverá ser consultado. O início e/ou a finalização de um atendimento clínico sem a supervisão de um dos professores da disciplina implicará na falta de avaliação do procedimento em questão

g. Biossegurança: Será observada a limpeza e montagem do box antes do atendimento clínico, conforme as normas da disciplina de Biossegurança, e também o estado em que o box será deixado após a conclusão da atividade. O descarte correto dos resíduos (lixo contaminado e perfurocortantes) também será um critério de avaliação. Conforme as normas do curso, o aluno deverá utilizar a roupagem orientada pela clínica escola, sapatos fechados e EPI(s). Para atendimento clínico, o paciente deverá receber propés e EPI(s) pelos alunos. A paramentação inadequada poderá implicar no cancelamento da atividade e o aluno receberá nota 0 (zero).

h. Prontuário: preenchimento correto e legível do prontuário, e solicitação da assinatura de um dos professores da disciplina ao final do procedimento. O aluno também é responsável por encartelar as radiografias com o nome do paciente e a data. Alguns procedimentos clínicos devem ser preenchidos na ficha do CEO, e para isto os professores orientarão os alunos no primeiro dia de aula.

 

APRESENTAÇÃO E DISCUSSÃO DE CASOS CLÍNICOS:

- Cada aluno deverá elaborar a apresentação de um caso clínico em que atuou como operador. – Um integrante da dupla será sorteado imediatamente antes da apresentação para executar a explanação oral. – A nota será da dupla. – A ausência em aulas de apresentação sua ou de colegas será descontada da nota do aluno.

- Tópicos obrigatórios da apresentação: Anamnese, exame clínico, odontograma, comprometimento periodontal, exames complementares, planos de tratamento (3 opções), opção escolhida, declaração assinada, termo de consentimento assinado, evolução do tratamento e intercorrências.

- As apresentações em power point deverão ser entregues em um pendrive contendo o trabalho de todos os alunos, no primeiro dia de discussões.

- A não entrega da apresentação no primeiro dia de discussões resulta em nota zero.

- Atenção!!! A apresentação do caso clínico deve ser realizada com embasamento científico (referências).

Média final: A média final do aluno será baseado em quatro notas. No primeiro bimestre será lançada no sistema a média aritmética da nota prática e teórica (nota 1) e no segundo bimestre da mesma maneira, será lançada no sistema a média aritmética da nota prática e teórica, referentes ao segundo bimestre (nota 2), lembrando que na nota 2 teórica a prova terá peso 8 e o seminário clínico/teórico terá peso 2. A média aritmética da nota 1 + nota 2, corresponderá à média final do aluno.

OBS: Possíveis limitações motoras ou de acesso as informações referentes a avaliação clínica diária serão consideradas pelo corpo docente, e adequações no método de avaliação poderão ser executadas conforme a necessidade do aluno.

 

7 BIBLIOGRAFIA BÁSICA

COHEN, Stephen; HARGREAVES, Kenneth M. (Coord.). Caminhos da polpa. 10. Ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2011.

ESTRELA, Carlos. Ciência endodôntica. São Paulo: Artmed, 2004.

LOPES, Hélio Pereira; SIQUEIRA JÚNIOR, José Freitas. Endodontia: biologia e técnica. 3. Ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2013.

 

8 BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR

BRAMANTE, Clovis Monteiro; BERBERT, Alceu. Cirurgia paraendodôntica. São Paulo: Santos, 2000.

BRAMANTE, Clovis Monteiro; SILVA, Renato Menezes da. Retratamento endodôntico: quando e como fazer. São Paulo: Santos, 2009.

FERNANDES, Kristianne Porta Santos et al. Traumatismo dentoalveolar: passo a passo: permanentes e decíduos. São Paulo: Santos, 2009.

FERRARI, Patrícia H.P.; BOMBANA, Antonio Carlos. A infecção endodôntica e sua resolução. São Paulo: Santos, 2010.

MACHADO, Manoel Eduardo de Lima. Endodontia: da biologia à técnica. São Paulo: Santos, 2009.

 

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