Plano de EnsinoURI Câmpus de Erechim
 

PLANO DE ENSINO

Departamento de Ciências Agrárias

Disciplina: Uso de Resíduos Agrícolas A

Código: 50-425

Carga Horária: 40h (Teórica: 30h)  (Prática: 10h)

Créditos: 02

 

EMENTA

Classificação de resíduos segundo a ABNT. Principais resíduos agrícolas. Processo de caracterização dos resíduos agrícolas. Impactos ambientais. Reciclagem de resíduos na agricultura.

 

OBJETIVOS

A disciplina visa orientar o futuro profissional sobre seu papel como agente de intervenção na realidade agrícola do país e fornecer um horizonte sobre os conhecimentos necessários para sua formação e desenvolver as relações interpessoais de conduta e convivência social e profissional. Respeitar os princípios éticos inerentes ao exercício da profissão. Exercer a profissão de forma articulada ao contexto social, entendendo-a como uma forma de participação e contribuição social. Capacidade de análise e síntese. Habilidade de trabalho em equipe. Capacidade de interpretação e solução de problemas reais ou simulados de práticas reais.

Buscando-se atender estas competências e habilidades alguns objetivos específicos são delineados:

- proporcionar ao aluno do Curso de Agronomia o conhecimento necessário para a sua formação a respeito do uso e manejo dos principais resíduos agrícolas respeitando-se as suas características e o respeito aos sistemas naturais.

- fornecer aos alunos subsídios para avaliação da possibilidade de tratamento, reciclagem e uso de resíduos agrícolas de uma forma que cause o menor dano possível ao ambiente.

 

CONTEÚDOS CURRICULARES

UNIDADE DE ENSINO 1 – Classificação de resíduos segundo a ABNT.

1.1 - Resíduos classe I. Perigosos; Resíduos classe II. Não inertes; Resíduos classe III. Inertes

 

UNIDADE DE ENSINO 2 – O uso agrícola de resíduos.

    1. - Definições.
    2. - Classificação de resíduos para uso agrícola.

2.3 - Resíduos derivados da atividade agrícola.

 

UNIDADE DE ENSINO 3 – Parâmetros de caracterização de resíduos.

3.1 - Umidade, pH, acidez/alcalinidade, poder de neutralização, matéria orgânica total, carbono orgânico, DBO, DQO, teores de macro e micronutrientes, teores de elementos potencialmente tóxicos. Salinidade. Relações C/N e C/P.

 

UNIDADE DE ENSINO 4 – Tratamento de resíduos líquidos.

4.1 - Sistemas de tratamento de efluentes líquidos: Tratamento primário, secundário e terciário.

4.2 - Aspectos a serem considerados no uso agrícola de resíduos líquidos.

4.3 - Taxa de aplicação e sua relação com a lixiviação de elementos no solo.

4.4 - Tratamento de dejetos de animais.

 

UNIDADE DE ENSINO 5 – Tratamento de resíduos sólidos.

5.1 - Gerenciamento e classificação de resíduos sólidos.

5.2 - Sistemas de tratamento e reciclagem de resíduos sólidos.

5.3 - Aspectos a serem considerados no uso agrícola de resíduos sólidos de origem animal e vegetal.

 

UNIDADE DE ENSINO 6 – Direitos humanos, democracia e cidadania.

 

 

METODOLOGIA

Visando desenvolver competências técnicas, cognitivas e comportamentais nos alunos, as aulas, de forma variada, terão como metodologias: a tradicional (expositivo-dialogadas com estudos dirigidos), a ativa e a sócio-interacionista (professor como mediador de atividades em que os alunos trabalham em equipes e interagem com a comunidade universitária). No intuito de desenvolver as competências inerentes a disciplina, serão utilizados recursos de multimídia como projetores de imagem e vídeo, computador, laboratórios, sala de aula, biblioteca física e virtual (visando pesquisas individuais e em equipe). Os alunos desenvolverão Trabalhos Discente Efetivos no total de 10h, que poderão ser, conforme a necessidade, estudos de caso, pesquisas bibliográficas, resolução de problemas, lista de exercícios e produção de vídeos. A fixação dos conteúdos será por meio de resolução de exercícios e problemas, estudos de caso, artigo, seminário e resenha descritiva. A disciplina também prevê 10h de atividades de extensão.

 

AVALIAÇÃO

A avaliação da disciplina se propõe a verificar se as competências propostas neste plano de ensino foram desenvolvidas pelo acadêmico, por meio dos seguintes instrumentos de avaliação: provas escritas (avaliação de competências técnicas e competências cognitivas); Trabalhos Discentes Efetivos valendo 20% da média final da disciplina (avaliação de competências técnicas e competências cognitivas); relatórios de experimentos de laboratório e de outras atividades práticas (avaliação de competências técnicas, cognitivas e comportamentais), e avaliação das atividades de aulas com metodologia diferenciada (avaliação de competências técnicas, cognitivas e comportamentais). As aulas com utilização de metodologia ativa terão, especialmente, mas não exclusivamente, avaliação contínua, ou seja, avaliação constante do desempenho técnico, cognitivo e comportamental dos alunos para possíveis redirecionamentos metodológico/educativos.

 

BIBLIOGRAFIA

BIBLIOGRAFIA BÁSICA

VON SPERLING, M. Introdução à qualidade das águas e ao tratamento de esgotos. 2. ed. Belo Horizonte: DESA/UFMG, 1996.

 SÁNCHEZ, L. E. Avaliação de impacto ambiental: conceitos e métodos. São Paulo: Oficina de Textos, 2011.

SANTOS, M. C. dos; TOPAN, C. S. de O.; LIMA, E. K. R. Lixo: curiosidades e conceitos. Manaus: Universidade Federal do Amazonas, 2002.

 

BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR

VON SPERLING, M. Lagoas de Estabilização. Belo Horizonte: DESA/UFMG, 2000.

CAIRNCROSS, F. Meio ambiente: custos e benefícios. São Paulo: Nobel, 1992.

 IMHOFF, K. R. e IMHOFF, K. Manual de tratamento de águas residuárias. São Paulo: Edgar Blücher Ltda, 1986.

VON SPERLING, M. Princípios Básicos de Tratamento de Esgotos. Belo Horizonte: DESA/UFMG, 1997.

TORNISIELO-TAUK, S. M.; GOBBI, N. (Org.); FOWLER, H. G. (Org.). Análise ambiental: uma visão multidisciplinar. 2. ed. São Paulo: UNESP, 1995.

 

Notícias do Curso

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