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Área da saúde se mobiliza para a prevenção da doença renal crônica

12/03/2020 - 300 exibições

   



Uma em cada sete pessoas é portadora de doença renal crônica e a maioria não sabe, pois a doença não causa sintomas especialmente nas fases iniciais. Baseado nisso, o dia 12 de março, segunda quinta-feira do mês, foi instituído como o Dia Mundial do Rim e que neste ano tem como tema central “saúde dos rins para todos. Ame seus rins. Dose sua creatinina”.

Em Erechim, a campanha mobiliza a área médica dos Hospitais de Caridade, Santa Terezinha, Santa Mônica, Unimed, além de professores e acadêmicos do Curso de Medicina da URI que estarão presentes nestes locais e na própria Universidade realizando a campanha.

Idealizado pela Sociedade Internacional de Nefrologia (ISN) o Dia Mundial do Rim tem como objetivo reduzir o impacto da doença renal em todo o mundo. A Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN) coordena a campanha no Brasil, desenvolvendo material informativo e educativo sobre os fatores de risco para a Doença Renal Crônica (DRC) para todas as regiões do país visando estimular os cuidados com a saúde dos rins.

A DRC se caracteriza por lesão nos rins que se mantém por três meses ou mais, com diversas consequências, pois esses órgãos têm muitas funções, entre elas, regular a pressão arterial, filtrar o sangue, eliminar as toxinas do corpo, controlar a quantidade de sal e água do organismo, produzir hormônios que evitam a anemia e as doenças ósseas, entre outras.

Em geral, nos estágios iniciais, a doença é silenciosa, ou seja, não há sintomas ou são poucos e inespecíficos. Por isso, o diagnóstico pode ocorrer tardiamente, quando o funcionamento dos rins já está bastante comprometido, muitas vezes em estágio muito avançado, sendo necessário o tratamento de diálise ou transplante renal. Assim, são fundamentais a prevenção e o diagnóstico precoce da doença, com exames de baixo custo, como a creatinina no sangue e o exame de urina simples.

Segundo o médico e professor do Curso de Medicina da URI, Paulo Dalagnol, responsável pelas disciplinas de propedêutica e clínica médica na área de nefrologia, “existem algumas medidas para se evitar e prevenir a doença renal: alimentação saudável com pouco sal e açúcar; comer diariamente verduras, legumes e frutas; evitar refrigerantes e os anti-inflamatórios não esteróides; controlar a pressão arterial e o diabetes; fazer exercícios regularmente e evitar o excesso de peso e a obesidade”, resumiu.

Os números mostram que existem, sim, motivos para preocupação nessa área. Estima-se que cerca de 37 milhões de adultos nos EUA tenham DRC e a maioria não é diagnosticada. No Brasil, são cerca de 24 milhões.

As doenças renais são a nona principal causa de morte nos Estados Unidos, assim como no Brasil. Em torno de 48% das pessoas com função renal severamente reduzida e que não fazem diálise nem sabem que têm DRC.

Os custos são altos para tratar pessoas portadoras da doença renal crônica. Em 2017, o tratamento de beneficiários do Medicare, nos Estados Unidos, custou mais de US$ 84 bilhões e o tratamento de pessoas com DRT custou US$ 36 bilhões adicionais. No Brasil, somente com diálise, são gastos 6,7 bilhões de reais.

Os principais fatores de risco são a hipertensão, diabetes, doenças do coração e histórico de doenças renais. Pessoas acima de 60 anos também estão nesse quadro.


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