Plano de EnsinoURI Erechim
 

PLANO DE ENSINO

DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE

Disciplina: Clínica Cirúrgica II

Código: 40-640

Carga Horária: 120 horas Teórica: 30 Prática: 90

Número de Créditos: 08

 

1 EMENTA

Princípios de cirurgia de cabeça e pescoço, neurológica, vascular, urogenital, pediátrica e plástica. Noções de transplante de órgãos.

 

2 OBJETIVOS

2.1 Objetivos Gerais

  • Oportunizar a aprendizagem dos fundamentos clínicos-cirúrgicos dos sistemas previstos na ementa.
  • Oportunizar a aprendizagem da realização da anamnese, exame físico, diagnóstico e tratamento, com os principais cuidados pré, trans e pós-operatórios.
  • Oportunizar ao acadêmico a aquisição de autonomia para sugerir procedimentos cirúrgicos ou acompanhamento clínico.
  • Promover a educação permanente e o uso de ferramentas tecnológicas que propiciem a fundamentação da prática médica baseada em evidências científicas.

 

2.2 Objetivos Específicos

Espera-se que esta unidade curricular contribua para a aquisição das seguintes competências, habilidades e atitudes:

  • Realizar a entrevista médica, o exame físico, a coleta de dados biométricos e vitais do paciente e registrá-los adequadamente no prontuário médico.
  • Construir a história clínica com o paciente, com base na anamnese completa (contexto clínico, psíquico, social e cultural) e realização de exame físico focado nestes contextos, conforme o ciclo de vida que se encontra.
  • Elaborar lista de problemas, correlacionar os achados da anamnese e do exame físico com vistas a elaboração de hipótese diagnóstica abrangente (clínica-cirúrgica, etiológica, fisiopatológica, epidemiológica e social).
  • Indicar de modo racional a solicitação de exames e interpretar os principais exames complementares, de acordo com a faixa etária e a situação clínica.
  • Compreender as estratégias de diagnóstico e conduta das principais doenças que acometem o ser humano, considerando-se a prevalência, potencial mórbido e efetividade da ação médica, bem como seus aspectos clínicos, cirúrgicos e terapêuticos.
  • Sugerir conduta médica terapêutica (cirúrgica ou não), com base na identificação dos problemas e no raciocínio clínico elaborado.
  • Reconhecer os aspectos clínicos, epidemiológicos e fisiopatológicos das principais afecções cirúrgicas, bem como as principais complicações pré, trans e pós-operatórias.
  • Reconhecer os principais medicamentos empregados no pré, trans e pós-operatório, as indicações de antibiótico-profilaxia, trombo-profilaxia, transfusões de sangue e derivados.
  • Realizar procedimentos cirúrgicos de baixa complexidade, demonstrando conhecimento técnico-científico.
  • Conhecer a classificação de risco em atendimentos de urgência.
  • Compreender a abordagem das principais situações de urgência e emergência, a classificação de risco na urgência, o transporte e encaminhamento responsável, bem como as indicações de internação hospitalar e em unidade de terapia intensiva.
  • Relacionar-se e comunicar-se adequadamente com o paciente, demonstrando atenção e respeito, bem como com seus familiares e acompanhantes.
  • Respeitar a autonomia do paciente como ser biopsicossocial, considerar seu bem-estar e confidencialidade de suas informações clínicas.
  • Socializar, de modo organizado e fundamentado, casos clínicos reais ou simulados, com vistas ao desenvolvimento da argumentação, discussões e análise de opiniões, inclusive de profissionais e acadêmicos de áreas afins.
  • Preencher os registros médicos (prontuários, formulários de pedidos de exames e encaminhamentos) demonstrando competência comunicativa escrita e oral.
  • Relacionar-se adequadamente com a equipe de trabalho, constituída pelos professores, tutores, alunos, setor administrativo, acadêmicos e profissionais de outras áreas, bem como com os profissionais da rede de saúde, que participem direta ou indiretamente da simulação ou do atendimento ao paciente.
  • Demonstrar postura acadêmica adequada nos diversos ambientes de formação (laboratórios de habilidades/simulações, centro cirúrgico, setor de urgência e emergência, ambulatórios, enfermarias), adotando normas de biossegurança, princípios morais, éticos e legais inerentes ao procedimento e ambiente em que se encontra.
  • Demonstrar autonomia no manejo das informações coletadas e habilidade para a seleção de textos/artigos pertinentes ao estudo.

 

3 CONTEÚDO CURRICULAR

1. Cirurgia de Cabeça e Pescoço

a. Doenças que incidem na região cérvico-facial: aspectos semiológicos, diagnósticos diferenciais e utilização de exames complementares. Princípios gerais de tratamento e noções iniciais dos cuidados pós-operatórios. Anamnese orientada e exame físico específico da região cérvico-facial. Oroscopia e bases técnicas da laringoscopia indireta. Doenças Benignas e Malignas da Glândula Tireoide. Anomalias Congênitas. Diagnóstico diferencial das massas cervicais. Doenças das Glândulas Paratireoides. Tomografia computadorizada e Ressonância nuclear magnética em cabeça e pescoço. Drenagem Linfática e Esvaziamento Cervical. Tumores Malignos da Cavidade Oral, Faringe e Laringe. Tumores de Glândulas Salivares. Tumores de Seios Paranasais. Tumores Malignos de Pele. Reconstrução em Cirurgia de Cabeça e Pescoço.

 

2. Neurologia

a. Princípios da neurocirurgia. Traumatismo cranioencefálico e raquimedular. Doença encéfalo vascular. Comas e estados alterados da consciência. Hipertensão intracraniana. Neoplasias do sistema nervoso central. Infecções do sistema nervoso central. Doenças da coluna vertebral. Emergências neurológicas.

 

3. Cirurgia Vascular e Endovascular

a. Restauração vascular. Varizes de membros inferiores. Linfedemas. Trombose venosa

profunda. Aneurismas arteriais. Isquemia de membros inferiores. Avaliação e tratamento clínico. Insuficiência vascular cerebral. Trauma vascular. Isquemia visceral. Hipertensão renovascular.

 

4. Urologia

a. Semiologia Urológica. Infecções do Trato Urinário. Neoplasias Urogenitais.

b. Hiperplasia Benigna da Próstata. Uropediatria. Litíase Urinária. Distúrbios da micção. Trauma urogenital.

 

5. Cirurgia Pediátrica

a. Afecções cirúrgicas do esôfago e diafragma. Anomalias anorretais. Afecções na região inguinal e da parede abdominal. Afecções cirúrgicas abdominais no recém-nascido. Afecções cirúrgicas abdominais na criança. Icterícia cirúrgica na infância: diagnóstico. Indicações de transplante hepático na criança. Características do pré e pós-operatório na criança. Constipação intestinal. Afecções pleuro-pulmonares. Vômitos de causa cirúrgica na infância.

 

6. Cirurgia Plástica

a. Cicatrização de feridas. Ferimentos de partes moles - transplante de tecidos. Cirurgia plástica e estética. Reconstrução mamária – mamoplastia. Reconstrução de membros inferiores. Cirurgia da mão. Primeiro atendimento ao queimado. Feridas complexas. Tratamento cirúrgico ao queimado. Reconstrução de face - blefaroplastia. Cirurgia ortognática. Anatomia da face. Fraturas de face e cirurgia crânio facial. Tumores de pele e partes moles. Microcirurgia vascular e nervosa. Paralisia facial - cirurgia estética da face.

 

7. Transplante de Órgãos

Indicações de transplantes de diferentes órgãos: fígado, pâncreas, intestino delgado, rim, pulmão, coração e córneas. Complicações e os resultados dos transplantes. Critérios para a distribuição de órgãos para os pacientes em lista de espera. Princípios técnicos da cirurgia do doador de múltiplos órgãos, bem como dos receptores. Princípios de imunossupressão e as complicações imunológicas e infecciosas nos receptores de enxertos. Principais mecanismos da lesão de isquemia/reperfusão e a sua importância para o transplante de órgãos. Princípios básicos de preservação dos órgãos. Semiologia dos pacientes com insuficiência hepática aguda e crônica e transplantados.

 

4 METODOLOGIA

Aulas teóricas expositivas dialogadas com a utilização de mídia digital. Aulas práticas em subgrupos, desenvolvidas no centro de simulações e habilidades da URI, no contexto ambulatorial e hospitalar. Os alunos são oportunizados à realização de consulta médica completa (simuladas e/ou reais), manuseio de exames complementares, emissão de diagnóstico e indicação terapêutica, seja cirúrgica ou não. Os alunos, supervisionados por professores e tutores da URI, realizam procedimentos de baixa complexidade cirúrgica. Também acompanham cirurgias de alta complexidade em bloco cirúrgico, realizadas por profissionais médicos (docentes/tutores da URI) os quais são os responsáveis pela conduta médica, bem como pela orientação nas discussões dos casos, condução do raciocínio clínico-terapêutico (cirúrgico ou não), e, referência e contra referência dos pacientes. Ainda, orientações quanto ao estudo teórico, com vistas a ampliação do conhecimentos, educação continuada e diagnósticos diferenciais. Estudos de caso, discussões em grupo e seminários são estratégias metodológicas priorizadas nesta unidade curricular.

 

5 AVALIAÇÃO

A observação do desempenho dos alunos ocorre de modo contínuo, no decorrer do semestre letivo e nos diferentes cenários de práticas, de modo individual e/ou em grupo. As avaliações têm caráter formativo, somativo e diagnóstico. A avaliação formativa objetiva identificar avanços e limitações dos alunos, orientando-os aos ajustes necessários durante o semestre. A avaliação somativa, ocorre por meio de avaliações teóricas e no ambiente das atividades práticas (simuladas e/ou reais) e a avaliação diagnóstica embasa-se na demonstração da aquisição das competências, habilidades e atitudes inerentes aos objetivos da disciplina.

 

6 BIBLIOGRAFIA BÁSICA

BEAUCHAMP, Daniel R.; TOWNSEND, Courtney M.; EVERS, Mark. Sabiston - Tratado de cirurgia. 18ª ed. São Paulo: Elsevier, 2009.

MORAES, Irany N. Tratado de Clínica Cirúrgica. Vols. 1 e 2. São Paulo: Roca, 2010.

PETROIANU A. Clínica cirúrgica do Colégio Brasileiro de Cirurgiões. São Paulo: Atheneu, 2010.

 

7 BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR

COELHO, Julio Cesar Uili. Manual de Clínica Cirúrgica: Cirurgia Geral e Especialidades. São Paulo: Atheneu, 2009.

GONÇALVES, Antônio J.; ALCADIPANI, Fernando A. M. C. Clínica e Cirurgia de Cabeça e Pescoço. Tecmedd, 2005.

SMITH Jr., Joseph A.; HOWARDS, Stuart S.; PREMINGER, Glenn M. Hinman – Atlas de Cirurgia Urológica. Rio de Janeiro: Di Livro Editora e Livraria, 2014.

WOLOSKER, Nelson; FIORANELLI, Alexandre; ZERATI, Antônio Eduardo. Cirurgia Vascular e Endovascular. 1ª ed. Rio de Janeiro: Atheneu, 2016.

ZOLLINGER, Robert M. Atlas de Cirurgia. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2013.

 

 

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