Plano de EnsinoURI Erechim
 

PLANO DE ENSINO

DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE

Disciplina: Promoção e Prevenção em Saúde IV

Código: 40-632

Carga Horária: 30 horas Teórica: --- Prática: 30

Número de Créditos: 02

 

1 EMENTA

Promoção e prevenção da saúde nas doenças crônicas não transmissíveis e transmissíveis no adulto e idoso (homem e mulher). Políticas Públicas para o adulto e idoso. Estatuto do Idoso. Vigilância. Monitoramento. Cuidado Integral. Indicadores.

 

2 OBJETIVOS

2.1 Objetivo Geral

  • Inserir o aluno nas políticas públicas e nas práticas de proteção e prevenção de doenças crônicas na população adulta e idosa.

 

2.2 Objetivos Específicos

Nesta disciplina, espera-se que o aluno adquira habilidades e competências para:

  • Identificar características de vulneração para promoção da saúde da população adulta e idosa, além de desenvolver habilidades para entrevistas clínicas e comunitárias acerca da população supracitada.
  • Conhecer e internalizar aspectos da política nacional de prevenção às doenças crônicas não transmissíveis, formato que enaltece as reflexões acerca das enfermidades mais prevalentes nas comunidades assistidas; discutir, por conseguinte, mecanismos fisiopatológicos vinculados às mesmas considerando os perfis singulares.
  • Reconhecer as principais infecções sexualmente transmissíveis atentando para mecanismos da transmissão, tríade ecológica; olhares interdisciplinares e intervenção clínica médica nas condutas de profilaxia, monitoramento, controle e avaliação das mesmas, ainda, sobre a atuação no tratamento esperado.
  • Sensibilizar os acadêmicos de medicina para o processo do envelhecimento humano, visando à formação reflexiva para este processo. Para tanto, promover a interlocução entre saberes demográficos, senilidade, senescência, envelhecimento ativo e saudável e atuação médica na regulação de indicadores de risco.
  • Observar marcos regulatórios voltados para o processo do envelhecimento (política nacional; estatuto do idoso) e para a saúde do adulto (ações programáticas na observância das atribuições médicas); olhares para as hierarquias reprodutivas (Lei 11.340/06), incluindo a importância da participação médica efetiva na Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Mulher e na Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem.
  • Potencializar conhecimentos relacionados a mecanismos básicos de funcionamento cerebral, neurológico (cognitivo, intelectual), prevendo a identificação de alterações vinculadas ao processo do envelhecimento humano.
  • Construir comunicação em saúde relacionada à saúde do adulto e do idoso, prevendo a intervenção médica em situações de vulnerabilidade, urgências e emergências.
  • Permitir o olhar clínico vinculado a acolhimento resolutivo e atento, inferindo a participação do acadêmico de medicina na construção de diagnósticos, interpretação de sinais e sintomas e constituição de projetos terapêuticos singulares adequados ás situações.

 

3 CONTEÚDO CURRICULAR

Programas de prevenção à doenças crônicas não transmissíveis do adulto

Programas de prevenção à doenças crônicas transmissíveis do adulto

Vigilância epidemiológica

Prevenção de agravos

Redução de vulnerabilidade

Rastreamento em saúde comunitária

Diagnóstico de saúde de populações e da comunidade

Abordagem familiar

Estatuto do Idoso

Envelhecimento saudável

Doenças crônicas no idoso

Visita domiciliar

Atividade prática em prevenção de saúde

Atendimento humanizado, contextualizado e ético

 

4 METODOLOGIA

Aulas teórico-práticas com a utilização de material didático expositivo dialogado e interativo, utilizando as estratégias metodológicas ativas como método de ensino aprendizagem. Observação e participação ativa nas diversas práticas de saúde comunitária, incluindo a formação de grupos estratégicos de prevenção, promoção e educação em saúde. Estudos de Caso e avaliação de indicadores clínicos – epidemiológicos com base em situações vivenciadas por adultos, idosos e suas coletividades no SUS (Unidade Básica de Saúde e território). Propostas para resolução de casos vivenciados com os usuários em foco, com base nas prerrogativas da promoção e prevenção à saúde. Resolução de exercícios relacionados às vivências de adultos e idosos e suas coletividades, analisados a partir do fazer médico comunitário. Participação e promoção de reuniões de equipes, potencializando propostas de educação permanente em saúde para a equipe, salientando as temáticas vinculadas à saúde adulta e idosa, bem como, suas redes sociais. Saídas de campo, atentando para visitas domiciliares que permitam explorar conhecimentos comunitários convenientes para a prática médica. Monitoramento e avaliação de práticas. Organização de materiais didáticos a grupos específicos. Leituras e discussões de artigos científicos, vídeos institucionais contemporâneos sobre a abrangência da promoção e prevenção em saúde no contexto adulto e idoso. Atuação em instituições e entidades locais, pensando nas nuances da educação em saúde adulta e idosa.

 

5 AVALIAÇÃO

Frequência, participação, apresentações orais sob a forma de seminários e escritos, interação em equipe multidisciplinar e provas teórico/práticas no âmbito da assistência comunitária. Observância à postura crítico-clínico-reflexiva dos acadêmicos de medicina nas atividades solicitadas. Elaboração, apresentação e avaliação de diário de campo, a partir da atuação médica em cenários de prevenção e promoção da saúde adulta, idosa e suas redes sociais. Avaliação de atividades de promoção e prevenção à saúde em instituições vinculadas á saúde adulta e idosa, observando postura, oratória, linguagem, conhecimento e comportamento acadêmico. Avaliação de materiais didáticos organizados pelos grupos de acadêmicos, prevendo originalidade, objetividade, criatividade e método científico. Ponderação relacionada às habilidades e competências vinculadas à disciplina, por meio de instrumento próprio de avaliação a ser apresentado e discutido com os discentes. A avaliação será assim, diagnóstica e cognitiva.

 

6 BIBLIOGRAFIA BÁSICA

BRAGA, Cristina; GALLEGUILLOS, Tatiana Gabriela Brassea. Saúde do Adulto e do Idoso. São Paulo: Editora Érica, 2014.

GUSSO, Gustavo; LOPES, José Mauro Ceratti (Org.). Tratado de medicina de família e comunidade: princípios, formação e prática. Porto Alegre: Artmed, 2012.

LUNA, Rafael Leite. Medicina de Família. Saúde do Adulto e do Idoso. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2006.

 

7 BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR

BRASIL. Departamento de Ações Programáticas Estratégicas. Anticoncepção de emergência: perguntas e respostas para profissionais de saúde. 2. ed. Brasília: Ministério da Saúde, 2011.

BRASIL. Departamento de Ações Programáticas Estratégicas. Prevenção e tratamento dos agravos resultantes da violência sexual contra mulheres e adolescentes: norma técnica. 3. ed. Brasília: Ministério da Saúde, 2011.

BRASIL. Secretaria de Assistência à Saúde. Redes estaduais de atenção à saúde do idoso: guia operacional e portarias relacionadas. Brasília: Ministério da Saúde, 2002.

KIDD, Michael. A Contribuição da medicina de família e comunidade para os sistemas de saúde: um guia da Organização Mundial dos Médicos de Família (WONCA). 2. ed. Porto Alegre: Artmed, 2016.

MCWHINNEY, Ian R.; FREEMAN, Thomas. Manual de medicina de família e comunidade. 3. ed. Porto Alegre: Artmed, 2010.

SCHRAIBER, Lilia B; NEMES, Maria Ines Baptistella; MENDES-GONÇALVES, Ricardo Bruno (Org.). Saúde do adulto: programas e ações na unidade básica. 2. ed. São Paulo: Hucitec, 2000.

TOY, Eugene C; BRISCOE, Donald; BRITTON, Bruce. Casos clínicos em medicina de família e comunidade. 3. ed. Porto Alegre: AMGH, 2013.

 

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