Graduação URI Erechim
 

A Engenharia Agrícola

 
Tecnologia-Informação-Inovação: uma nova realidade, um novo começo 
O NOVO BRASIL AGRÍCOLA
Os avanços obtidos pela tecnologia mecânica e de informatização agora passam a envolver os sistemas e o gerenciamento das atividades produtivas, nas empresas, nas fábricas e nas instalações agroindustriais. São processos e operações monitorados e controlados a distância, em telas touchscreen de tablets, celulares ou notebooks, que geram informações em tempo real, obtidas por sensores e microcontroladores.
Para realizar a gestão desta nova forma de produção no setor agrícola é necessário um profissional capaz de entender, organizar, processar, interpretar os dados e gerar informações que possam ser aplicadas na tomada de decisão em qualquer atividade do setor agrícola.
Conduzir e acompanhar a evolução desta agricultura, impulsionada pela tecnologia e pela informação, e ainda apresentar competência para as tomadas de decisões, torna necessário, aos profissionais que atuam no cenário agrícola, receber um preparo amplo e dinâmico, para o entendimento dos novos desafios, ter uma formação que desenvolva conhecimentos e habilidades, além das tradicionais ciências agrárias, para obter uma visão mais completa e sistemática de todas as atividades que compõem o setor de produção agrícola, seja no campo, no meio urbano ou industrial.
O PAPEL DO ENGENHEIRO AGRÍCOLA
Neste novo cenário da produção de bens de consumo e de serviços agrícolas, o Engenheiro Agrícola se destaca dos demais profissionais por entrelaçar os conhecimentos das ciências agrárias com as relações fundamentais da física, da matemática, dos fenômenos de movimento e de transporte, da sustentabilidade ambiental, econômica e humana e, assim, moldar soluções à nova realidade das atividades e dos empreendimentos do setor agrícola.
O Engenheiro Agrícola é o profissional que desenvolve soluções lógicas, sistemáticas e racionais a partir dos fundamentos científicos e dos conhecimentos teóricos e profissionalizantes das tradicionais engenharias: civil, elétrica, mecânica, econômica, agronômica e ambiental, para o desenvolvimento de uma agricultura em sincronia com as novas tecnologias e futuras inovações.
A PROFISSÃO E O CURSO
A Engenharia Agrícola surgiu nos Estados Unidos em 1905 e foi trazida para o Brasil há mais de 40 anos, e hoje existem 36 cursos no país. O curso da URI Erechim forma, há mais de 17 anos, jovens da região e de outras localidades mais distantes. É um curso reconhecido no mercado de trabalho regional e nacional pela competência de seus profissionais, sua facilidade em adequar-se às novas realidades, e de atuar em conjunto com outras profissões na busca pela melhor solução das necessidade do setor produtivo.
Os Engenheiros Agrícolas da URI Erechim são constantemente solicitados para atuar em quase todas as grandes áreas do setor agrícola e assumem colocações de direção, gerência, projetista, coordenadoria, responsabilidade técnica, entre outros, em atividades de industrialização agrícola, em empresas de serviços, assistência técnica, desenvolvimento de projetos e construtoras agrícolas, em empresas multinacionais de produção e comercialização de bens e serviços, entre outras, tanto no Rio Grande do Sul quanto em outros estados do Brasil.
A fim de preparar seus engenheiros para atender essa gama de empresas e cargos, o curso oferece aos seus alunos uma infraestrutura e um quadro de professores capazes de proporcionar as experiências necessárias para plena formação, utilizando disciplinas teóricas e práticas, laboratórios, área experimental e atividades complementares em conjunto com outras engenharias.
O curso de Engenharia Agrícola na URI Erechim é noturno, com atividades diurna aos sábados; tem duração de nove semestres acadêmicos e um semestre de estágio prático profissional, durante o qual mais de 90% dos alunos conquistam uma oportunidade de trabalho e permanecem nas empresas atuando nos mais diversos ramos da engenharia.
O PERFIL DO ALUNO DE ENGENHARIA AGRÍCOLA
O acadêmico de Engenharia Agrícola é um aluno dedicado, desafiador e competente, de origem predominantemente urbana, mas com visão clara sobre as oportunidades futuras geradas pelo setor econômico mais rentável e em expansão no Brasil: o agronegócio. Seu grande interesse pelas artes da engenharia e a pretensão de atuar no mercado industrial ou urbano do setor produtivo, desenvolve sua aptidão para receber os conhecimentos envolvidos nos mais diferentes ramos e segmentos da atividade agrícola.
Os alunos da Engenharia Agrícola recebem uma formação composta por 80% de conhecimentos nas áreas de engenharia e tecnologia, e 20% de conhecimentos agrícolas, e por ser uma formação direcionada para a engenharia não é necessário que o candidato tenha vivências na agricultura. Elaborar soluções de engenharia, em qualquer área de atuação, é praticar a arte de criar soluções aplicando conhecimentos fundamentais e específicos da ciência e da tecnologia.
Assim como em outras áreas, em geral, o Engenheiro Agrícola tem seu cotidiano profissional na empresa, no escritório ou em empresas agrícolas localizadas na cidade ou muito próximas aos centros urbanos. O desenvolvimento de soluções e de projetos são elaborados pelo Engenheiro Agrícola a partir de informações geradas pela agricultura, em suas necessidades estruturais, organizacionais e estratégias de produção.
Os interessados em ingressar nesta carreira escolhem esta profissão por perceberem que o Brasil evolui a partir da engenharia aplicada aos seus produtos, bens e serviços, gerados pelas demandas da atividade primária, que alimenta os grandes centros urbanos e que não está isolado da indústria, da tecnologia, da logística, da comunicação e da qualidade de vida oferecida pelas cidades.
O PROFISSIONAL FORMADO EM ENGENHARIA AGRÍCOLA
Assim como nas outras engenharias, o Engenheiro Agrícola tem sua profissão regulamentada pelo CREA (Conselho Regional de Engenharia e Agronomia), e quando contratado como Engenheiro, em empresas ou cargos públicos, o salário-base não é inferior a seis (06) salários mínimos regionais.
As atribuições do Engenheiro Agrícola são descritas na resolução 256/1978 e consistem na aplicação de conhecimentos tecnológicos para a solução de problemas de engenharia relacionados a toda e qualquer produção agrícola, envolvendo energia, transporte, sistemas estruturais e equipamentos, solos e águas, construções para fins agrícolas, eletrificação, máquinas e implementos, secagem e armazenamento de produtos, controle de resíduos e poluição do meio ambiente, topografia, georreferenciamento, entre outras correlatas e com finalidade agrícola, seja no meio urbano, industrial ou rural.
Com estas atribuições, o Engenheiro Agrícola pode desempenhar, no mercado de trabalho, as seguintes atividades, descritas na resolução 218/73:
1) Supervisão, coordenação e orientação técnica
2) Estudo, planejamento, projetos e especificação, e viabilidade técnico-econômica
3) Direção de obra e serviço técnico, vistoria, perícia, avaliação e parecer técnico
4) Execução e fiscalização de obra e serviço técnico
5) Execução e condução de equipes de instalação, montagem, operação, reparo ou manutenção
6) Operação e manutenção de equipamentos e instalações
7) Outras atribuições que complementam a demanda de novas atividades para o profissional

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